quinta-feira, 5 de julho de 2012

O verme e a estrela



 verme e a estrela é um poema do simbolista Pedro Kilkerry musicado por Adriana Calcanhoto para o álbum "A fábrica do poema" e conta com a participação de Cid Campos. Na minha opinião, trata-se de um poema exímio e de uma das mais belas canções desse álbum.

O verme e a estrela
Agora sabes que sou verme.
Agora, sei da tua luz.
Se não notei minha epiderme…
É, nunca estrela eu te supus
Mas, se cantar pudesse um verme,
Eu cantaria a tua luz!
E eras assim… Por que não deste
Um raio, brando, ao teu viver?
Não te lembrava. Azul-celeste
O céu, talvez, não pôde ser…
Mas, ora! enfim, por que não deste
Somente um raio ao teu viver?
Olho, examino-me a epiderme,
Olho e não vejo a tua luz!
Vamos que sou, talvez, um verme…
Estrela nunca eu te supus!
Olho, examino-me a epiderme…
Ceguei! ceguei da tua luz?

Um comentário:

  1. Depois de deixar uma estrela passar despercebida, é para se sentir verme, mesmo.

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