Sabia onde queria chegar, mas tinha medo da felicidade e do que ela poderia causar. Por isso, sabotava seus sonhos. Ligava o modo automático, mergulhava no cotidiano e deixava a vida acontecer. Existia. Tinha um corpo e tinha consciência disso. Fazia uma experiência concreta da sua própria individualidade. Mesmo não sabendo o fundamento do que pensava, do que sentia, das suas ideias, dos seus conceitos, nem dos seus princípios. Observava o mundo com uma estranheza inquietante. Percebia o contexto de sofrimento, a estrutura de sofrimento. E embora soubesse que a vida não era somente aquilo, sentia a dor de existir.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
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perfect!
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