No fundo do nosso ser habita uma falta. A falta de si mesmo. A falta do outro. Do outro que me ofende, que me indigna. Do outro que não me é alheio, que me completa, que me sustenta. Do outro que me confere sentido e sem o qual não posso ser eu. Como posso ser eu? Busco em suas expressões alguma referência da minha própria identidade. Projeto em suas palavras significados que sozinho não seria capaz de atribuir. Experimento seus conceitos e me balizo por seus critérios. Confundo, simulo, forjo um improvável encontro comigo mesmo. Procuro-me no outro.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
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Hum...me identifiquei com este texto. Acredito muito que é o outro que me move.
ResponderExcluirEsse sou eu! Totalmente eu!
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