Quando eu tiver compreendido tudo, e vivido tudo aqui na Terra,
Quando eu for tão velho, que eu não me quiser mais,
Quando a pele da minha vida estiver marcada
por caminhos, sinais, frases, risos e dúvidas
Então, pedirei apenas um minuto a mais
Quando não tiver mais nada que me fira,
E quando mesmo as dores tiverem um ar de carícia,
Quando vier a morte aos pés da minha cama,
E quando a vir rir da minha vida tão pequena e frágil,
Direi: "Escuta! Deixe-me apenas mais um minuto"
Apenas um minuto, um minuto a mais
Para me embelezar ou para um cigarro,
Apenas um minuto, um minuto a mais
Para um último arrepio, ou para um último gesto,
Apenas um minuto, só um minuto
Para organizar minhas lembranças antes do grande inverno,
Apenas um minuto... sem motivo e sem objetivo.
Já que a minha vida não vale nada, eu a quero por completo
Totalmente, absolutamente e com todas as suas derrotas
Já que a minha vida não vale nada, então eu peço,
Eu quero apenas que acrescentem,
Sessenta pequenos segundos ao meu último minuto!
Tic Tac - Tic Tac - Tic Tac
Tic Tac - Tic Tac
Tic Tac
♪♫
Para os que ainda não conhecem, essa é a letra de uma canção (La Dernière Minute) da bela e talentosa Carla Bruni. Fiquei encantado com essa letra porque ela representa exatamente essa urgência de viver que todos nós temos. Sempre ficamos com aquela sensação de que poderíamos aproveitar um pouco mais da nossa vida e acrescentar um pouco mais as nossas experiências.
Eu sempre imagino minha vida de trás para frente, bem do minuto final onde eu vou olhar para trás e contemplar todas as escolhas que eu fiz durante minhas jornadas e a pessoa que eu me tornei em decorrência delas. E o que eu imagino quando me proponho a pensar nisso é sentir justamente o que essa letra retrata, essa sensação de insuficiência, de que eu vou precisar de mais um minuto, pelo menos mais sessenta segundos, sem motivo e sem objetivo.

0 comentários:
Postar um comentário