É impressionante quanta energia nós gastamos na sustentação de uma imagem demasiado positiva de nós mesmos. Uma imagem que nos faz sentir confortáveis ao considerarmos que o mal que inflige o outro, ou o mundo de modo geral, é algo tão distante, tão alheio a nós e é algo do qual não possuímos nenhuma influência direta ou culpa imediata. Desse modo, nos contentamos em apontar os erros e apenas lamentar porque tudo não funciona tão bem quanto deveria.
No entanto, se observarmos com mais atenção vamos poder perceber que tudo o que nós vemos manifestado no mundo é um nível macro é uma criação nossa em um nível micro. Nós não notamos nossa influência, nossa parcela de culpa, nossas consequências. Mas, nós temos consequências. Nossos atos têm consequências. Nossos pensamentos têm consequências. Nossas escolhas têm consequências.
Nossas vidas têm consequências.
Como eu posso esperar um mundo diferente se eu continuo repetindo os erros que eu não quero que se repitam? Como eu posso esperar que ajam de modo diferente comigo se eu continuo percebendo o outro como meu oponente e o tratando dessa forma? De onde será que surgem todos esses problemas que vemos no mundo? Será que tudo isso vem do nada? Se todo mundo é tão bom, tão generoso, tão proativo porque ainda temos uma consciência coletiva tão primitiva? Deve ser culpa do outro, não é? Só pode. Porque uma pessoa tão boa quanto eu não posso ser culpado por essas questões que eu não tenho nada a ver.
Errado. Nós temos consequências. E nem todas elas são positivas.
Na maior parte do tempo nós apenas repetimos o que fomos ensinados a repetir. Mas, nós também ensinamos. E é nessa hora que podemos agir. Somos nós quem ensinamos as pessoas como elas devem interagir, então é nossa responsabilidade eliminar pensamentos, costumes e atitudes hostis. Você não tem que ser uma pessoa boa o tempo todo, pelo simples fato de que você não é. Mas, você pode ser uma pessoa mais plena. E isso vai acontecer quando você começar a se questionar que consequências você quer deixar no mundo.

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