Para cada “você” confuso existe um “eu” disposto a ouvir.
Para cada “você” intolerante existe um “eu” que perde uma parte de si.
Quando surge um “você” equivocado, um “eu”, pacientemente, se propõe a compreender.
Se um “você” aparece assustado, passar a existir um “eu” para assegurar que nada de ruim vai acontecer.
Mas, se um “eu” se mostra inseguro, surge um “você” desesperado.
Quando um “eu” precisa de ajuda, nasce um “você” desapontado.
Para um “eu” que não se decide, rapidamente, um “você” contesta.
E se um “eu” não se redime, brota um “você” que detesta.
Ainda há muitas facetas que um “eu” pode assumir.
A depender de qual demanda um “você” queira suprir.
E por estranho que pareça, se você não percebeu.
Um “você” pode ser muitos... eu só posso ser “eu”.

Além de ser um texto bem esquematizado, é um texto que passa conhecimento, sabedoria, reflexão, e, sobretudo, uma filosofia e visão de vida que poucos as têm. Belíssimo texto!
ResponderExcluirSenti minhas intrigas internas expressadas em letras..frases. Muito bom Dani.
ResponderExcluirDaniel, esse seu texto curto é muito assertivo. Me instigou sobre a maneira acomodada como nos comportamos as vezes diante da vida. Quando o "eu" no qual estamos é de uma categoria "down", algo pra baixo e aflitivo, um "você" de sentido similar deve ocorrer. E quando esses "eu(s)' se repetem por algum tempo passamos a usar o "você" consequente como um justificador de situação - "Eu estou desesperado! É essa situação, só isso.". É algo próximo a um comportamento depressivo que evita a reação por comodidade. Não sei se me fiz entender. Você foi perfeito.
ResponderExcluirExcelente texto, ótimo para reflexão. Parabéns!
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