Confesso que não preciso de conselhos. Preciso de abraços, de conversas longas e agradáveis, de risadas despretensiosas e de café.
Devo lhe dizer que aprecio companhias e gestos sinceros, busco conforto em olhares de ternura, mas tenho um caso de amor com a solidão.
Assumo que tenho uma personalidade intimidante e uma alma que não conhece limites, e sei que lidar com isso é tão encantador quanto apavorante. Mas, tenho evitado procurar por mim mesmo nos outros e dado mais chances para que eles sejam eles mesmos. Pois, como dizia Beauvoir: “querer-se livre é também querer livre os outros”.
Reconheço que preciso de pouco para ser feliz. E embora não saiba exatamente do que preciso, tenho me esforçado para descobrir sem me tornar escravo da minha busca.
Suponho que não seria nenhuma revelação assustadora se eu dissesse que tenho medo de tudo, sobretudo de me perder de mim.
Acredito que seria um alívio se as pessoas pudessem ler nas entrelinhas dos meus pensamentos, e entender e respeitar meus silêncios. Assim, economizaria muito do tempo e da energia que gasto tentando “fazer sentido”.
Posso ser sincero? Eu não quero fazer sentido. Só quero apreciar e “comunicar o sabor da minha vida. Unicamente o sabor da minha vida”.

Lindo! Deliciosamente instigante!!
ResponderExcluirMuito obrigado, minha querida! Fico muito contente que tenha gostado.
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